“Se eu fosse covarde, nem teria vindo para o Vasco”

O técnico Renato Gaúcho ainda lembra o que ouviu de torcedores após a derrota para o Red Bull Bragantino em São Januário. Os gritos de covarde impactaram diretamente na postura do treinador, que lembrou que não se escondeu quando o Vasco o procurou mesmo na lanterna do Campeonato Brasileiro com apenas um ponto ganho em 4 partidas.

“Coisa que nunca fui e nem vou ser é covarde. Bem pelo contrário. Se eu fosse covarde, nem teria vindo para o Vasco. Que fique bem esclarecido. Pode ter certeza que sou sujeito homem em todos os aspectos e situações. Não é por que deixei lá (à beira do campo), estou com coisa na garganta, à base de remédio. Hoje mesmo estão vendo como estou. Hoje, ganhando de 3 a 0, o Gabeira foi para beira do campo para eu poupar a garganta e o médico me deu remédio”, revelou o técnico, que lamentou não estar garantido nas oitavas da competição.

“Poderíamos hoje estar classificados em primeiro lugar na Sul-Americana com 12, 13, 14, 15 pontos no Brasileiro. Aí seria o contrário: “por que não deixou a Sul-Americana de lado e pensou no Brasileiro?”. Não dá para agradar todo mundo. Mas poderia me perguntar porque jogou o time do Brasileiro. Hoje jogou em casa, não teve tanto desgaste de viagem. Jogamos no final de semana contra o Bragantino (aqui), hoje e o de domingo. Hoje era uma decisão, porque poderíamos ficar fora. E se ganhasse, poderia ficar com o primeiro lugar. Importante foi avançar para a próxima fase. Ah, tem mais dois jogos. Faz parte”, destacou Renato.

EM DEFESA DO ATACANTE BRENNER

Brenner não vive boa fase no Vasco e ainda perdeu pênalti quando o jogo estava 3 a 0. A torcida pediu para ele cobrar e o jogador demonstrou personalidade ao pegar a bola. No entanto, mais um pênalti desperdiçado reabriu o debate sobre o desempenho do atleta. “A gente precisa recuperar ele. É bom garoto, que trabalha, não chegou à toa no grupo do Vasco”, disse Renato, que vai aproveitar a parada para a disputa da Copa do Mundo para recuperar o atleta.

“Tudo é confiança. Então, hoje o jogo estava definido. Por que ele bateu o pênalti? Justamente pra ele readquirir essa confiança. Até porque o próprio torcedor pediu pra ele bater o pênalti pra ele fazer o gol e reconquistar a confiança. Infelizmente, ele não fez o gol, mas faz parte. Não vou muito longe, o que está acontecendo com ele está acontecendo com o Sasha, lá no Bragantino. Eu acompanho nossos adversários, teve um pênalti há uma semana atrás que, no final do jogo, o jogo estava decidido, o Sasha foi bater porque estava há 3 meses sem fazer um gol, faz parte do futebol. Deram pra ele bater, e ele errou. Só erra quem está lá. A gente torce pro Brenner voltar a fazer gol. Ele é muito bom garoto, ele trabalha, ele escuta, dou bastante conselhos a ele. Daqui a pouco ele naturalmente vai fazer gol e vai voltar a ter a confiança do torcedor”, disse Renato.

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