TORCEDOR DO VASCO MERECIA MUITO MAIS, COUTINHO!

O meia Philippe Coutinho está de saída do Vasco. O dia 13 de julho de 2024 não vai sair da memória do torcedor, que pegou chuva para receber o cria em São Januário. Com direito a uma grande festa, do tamanho da expectativa, ele foi recebido de volta para casa. O tempo passou, as grandes partidas ficaram escassas e o camisa 10 sucumbiu às vaias e xingamentos dos torcedores.

Acolhido ao nível máximo, protegido da mesma forma, Coutinho alega a saúde mental para pedir a rescisão de contrato com o clube que ele ama e deixa o torcedor desprotegido, sem conquistas e grandes vitórias nas suas passagens. Ao todo, foram 183 jogos, 22 gols e 17 assistências. Números baixos para quem o torcedor viu brilhar na Europa, especialmente no Liverpool.

Postagem de despedida feita na sua rede social para deixar um valeu, torcedor!

Coutinho sai de cena da mesma forma que foi em campo: discreto! Dono de uma técnica apurada, mas que não desfila mais com a mesma intensidade nos gramados já faz um bom tempo, introspectivo (até mesmo por isso não deveria ter sido escolhido o capitão do Vasco) e sem títulos.

Escolheu os amigos para jogar junto (Souza e Alex Teixeira), adotou Vegetti e mesmo assim não rendeu (nem de longe) o esperado. Brilhos espaçados em algumas partidas, gols distantes dos títulos, mas a vida é a assim. A narrativa será criada para desviar o foco.

O torcedor do Vasco merecia mais, Coutinho. Por tudo aquilo que ele fez por você na sua volta, quando você precisou da carinho e colo. Foi para a sua casa que você buscou isso e teve. O torcedor deu muito mais do que recebeu em troca. Vaias e xingamentos viraram licença poética no estádio de futebol, sem levar para o coração.

A questão da saúde mental só ecoou quando teve o revés? Como será que anda a saúde mental do torcedor? Nos últimos 25 anos, ele apoia, encara chuva, sol, muito time ruim vestindo a nossa camisa, mas NUNCA abandonou o time. Ser Vasco não é virar as costas. Ser Vasco é estar junto em TODOS os momentos.

O argumento de que Coutinho não rendeu porque estava mal cercado no time cai por terra quando você olha os times que o Nenê teve ao lado e brilhou muito mais (e ainda foi campeão estadual, Coutinho). Uma comparação rápida do Nenê com o Coutinho na primeira passagem (2015 – 2017): 70 jogos, 37 gols e 4 assistências.

Números do Nenê com a camisa do Vasco na primeira passagem entre 2015 e 2017 (site Flashscore)
Números do Philippe Coutinho na segunda passagem pelo Vasco entre 2024 e 2026 (site Flashscore)

Valeu, Coutinho. Sua volta foi legal, cercou o torcedor de expectativa, gerou muita ansiedade nos mais novos, especialmente os que só viram você pela televisão ou jogaram com você no vídeo game, mas em campo o seu aproveitamento ficou muito abaixo de qualquer expectativa. E a saída de cena deixa uma frustração em todos que te apoiaram e defenderam.

Só que o Vasco é maior que todos nós. Que você siga o seu caminho e, um dia, venha torcer com a torcida.

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Carlos Monteiro
Carlos Monteiro
18/02/2026 15:04

Vida que segue! Não foi o primeiro grande craque a sair, outros virão, o Vasco é maior que todos. Que a Diretoria use com sabedoria o espaço orçamentário gerado por essa saída.

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