São duas semanas de trabalho e um aproveitamento de 77,8% dos pontos disputados, com duas vitórias e um empate, 8 gols marcados e 6 sofridos. O efeito imediato dos resultados e a subida na tabela do Campeonato Brasileiro (o Vasco está na 10ª colocação) são sinais claros de mudança do time em 2026. Mesmo assim, o técnico Renato Gaúcho faz questão de dividir o bom momento com quem entra em campo.
“Os méritos são do grupo. Nós disputamos três jogos. Nove pontos, nós ganhamos sete. Infelizmente, antes, não estou falando mal de ninguém, não, pelo contrário, mas dos quatro jogos, o Vasco ganhou um (ponto). Se tivesse ganho mais dois pontos, hoje estaríamos entre os cinco, seis primeiros colocados. Mas é continuar assim. Falei para eles: a gente precisa ir embora. Buscar os que estão lá na frente”, destacou o treinador.
TROCAS NO INTERVALO
Renato Gaúcho, mais uma vez, preferiu fazer substituições no intervalo da partida. Contra o Palmeiras, o lateral Lucas Piton vinha tendo atuação abaixo dos demais e estava sendo vaiado pela torcida. Na volta para o segundo tempo, Cuiabano ganhou a chance. Ontem, PH e Hugo Moura, que foram vaiados no primeiro tempo, ficaram no vestiário. Puma e Rojas entraram e mudaram o rendimento do time.
“O Hugo foi parecido com a situação do Piton. No momento que voltasse para o segundo tempo poderia ser vaiado e, de repente, prejudicar os companheiros. Da mesma forma que poupei o Piton diante do Palmeiras, aconteceu com ele. Mas preciso deles todos”, ressaltou Renato Gaúcho.
DIFERENÇA DE ATUAÇÕES NO JOGO
O primeiro tempo contra o Fluminense foi um dos piores do time comandado pelo Renato Gaúcho. A volta do intervalo encheu o torcedor de esperança, que foi consolidada com uma virada fantástica no Maracanã por 3 a 2.
“Coloquei a equipe um pouco mais para frente. Deu certo, começamos a criar, fizemos os três gols. A equipe entrou com um espírito ainda maior, como aconteceu no segundo tempo contra o Palmeiras, o Cruzeiro. No vestiário dei os parabéns para eles e falei: “vou ligar para a Fifa e pedir para jogar só 45 minutos. Só querem jogar 45 minutos… mas tem muito a ver também porque em um clássico entra e leva o gol com menos de um minuto, dificulta o trabalho”, avaliou o comandante vascaíno.
