“DINIZ NÃO ESTÁ FAZENDO UM FAVOR AO VASCO EM 2026”

Quando o Vasco fez a opção de contratar o técnico Fernando Diniz, em 2025, era a realização de um sonho pessoal do presidente Pedrinho, que o considera muito acima da média e muito alinhado com as suas ideias de futebol, assim como do diretor técnico Felipe. O problema é que os números e o desempenho da equipe estão jogando contra a continuação do trabalho do Diniz, mantido no cargo pelo apreço dos ex-jogadores que ainda acreditam no “processo”.

A cada coletiva, Diniz exalta o Vasco e a sua torcida, mas passa a impressão que está fazendo um favor à frente do cargo de treinador. Diniz não está fazendo um favor ao Vasco. Em 53 partidas, ele venceu apenas 17, perdeu 21 jogos e empatou 15, tendo um aproveitamento de 41% dos pontos disputados. Dois grandes momentos marcam esta trajetória: a disputa do título da Copa do Brasil e a recuperação do futebol do Rayan, que foi negociado por mais de R$ 200 milhões para o Bournemouth.

“Eu adoro estar no Vasco. Eu escolhi vir pro Vasco. Se você olhar os números, que é uma maneira de olhar o trabalho do treinador, você vê o que time produz e o que time oferece. Hoje, foram 31 chutes a gol contra 6. Contra a Chapecoense, números parecidos. Contra o Bahia também. Contra o Mirassol, o Vasco teve estatísticas que te aproximam de ganhar o jogo. O placar final do jogo é soberano. Ninguém discute isso. Eu tenho confiança no trabalho. Em 2023, no Fluminense, teve um momento da temporada que ficou dez jogos sem vencer. Igual a aqui… torcida insatisfeita, muita coisa que é, muita coisa que não é, porque aproveita o momento ruim. O time conseguiu Libertadores, Recopa e terminar em 6º ou 7º no Brasileiro. É saber passar. A gente tem jogado partidas boas com resultados ruins”, avaliou o treinador, que só esqueceu de indicar o aproveitamento das chances criadas (sempre perto de apenas 30%).

PROTEÇÃO AO COUTINHO

Jogando bem ou jogando mal, o meia Philippe Coutinho sempre é titular e capitão do Vasco, mesmo não tendo o perfil para tal função. O técnico Fernando Diniz enxerga potencial de crescimento no camisa 10, mesmo com o colombiano Rojas pedindo passagem e entregando mais futebol quando tem minutagem em campo.

“Minha relação ao Coutinho é muito próxima, mais próxima do que vocês imaginam. Muito próxima, muito boa, relação ótima. Com a torcida é com vitória. O torcedor está certo. Eu aguento o que vem da arquibancada. A torcida do Vasco é diferente. Há um mês, a torcida estava gritando o meu nome. A torcida está no direito e está certa. Se o time faz o que fez no primeiro tempo, como a torcida não vai se desesperar com aquilo que está vendo? Que vem na chuva, que vem no sol, que viaja… de mim, a torcida vai receber sempre o que eu acho da torcida do Vasco. É uma torcida diferente, apaixonada. O maior patrimônio do Vasco é a sua torcida”, exaltou o treinador.

“O que tenho que fazer é fazer o time ganhar o jogo. Se tivesse ganhado da Chapecoense, do Bahia, ia estar tudo legal. Não ganhou, a torcida se preocupa. O torcedor está coberto de razão. Isso eu falo para os jogadores. A gente tem que entregar um serviço de qualidade e entregar vitórias. Não sei se é o (trabalho) mais desafiador. Futebol é sempre difícil. No ano passado, o número principal o Vasco estava na zona de rebaixamento e no final escapou”, relembrou Diniz.

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Prof. Rodrigo Abreu
Prof. Rodrigo Abreu
15/02/2026 18:39

Ninguém faz favor ao Vasco. Estar no Vasco é um privilégio!

Fabio Azevedo
Fabio Azevedo
Responder para  Prof. Rodrigo Abreu
15/02/2026 18:47

perfeito

Carlos Monteiro
Carlos Monteiro
15/02/2026 19:00

Análise sóbria, objetiva e baseada em fatos. Infelizmente a idolatria da Diretoria pelo Diniz cega a tomada de decisão racional…. Quando a realidade se impor, será tarde e correremos o risco de mais uma briga contra o rebaixamento.

Fabio Azevedo
Fabio Azevedo
Responder para  Carlos Monteiro
15/02/2026 19:32

e para isso é preciso mexer!!!

Roberto Campos
Roberto Campos
15/02/2026 19:36

Eu também reparei isso. Toda vez que ele tem a chance, ele diz: “eu escolhi vir pro Vasco”. Sim… ele escolheu o Vasco mas o processo deveria ser como qualquer outro empregado de uma empresa. Algumas vezes você tem mais de uma opção de emprego e o fato de você escolher não deveria te dar nenhum privilégio. Se o empregado não apresenta resultados, ele deve ser cobrado. Não há cobrança. Se os resultados continuam não sendo entregues mesmo depois da empresa atender o que foi solicitado para um melhor desempenho (contratar jogadores) o funcionário deve ser demitido. Simples assim. Não tem amizade… não tem clubismo… o Vasco é uma empresa e deveria ser tratada como tal. Eu gosto do Diniz… gosto mesmo. Queria que desse certo. Mas já passou do tempo de dar certo. E os números estão ae pra provar isso.

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