“Hugo é o xodó do grupo”. Foi assim que o técnico Renato Gaúcho definiu o volante vascaíno autor do gol de empate diante do Flamengo, no Maracanã. Contestado e reserva, Hugo Moura saiu do banco, lutou até o fim e foi premiado com o gol decisivo.
“Tem jogado bastante comigo. O momento da equipe quando chego aqui não era muito bom, alguns jogadores estavam sendo vaiados. Importante é que ele nunca deixou de trabalhar. Tem minha confiança e dos companheiros. Hoje foi importante para ele ter novamente a confiança do nosso torcedor fez um gol importantíssimo. Isso é bom para ele. Dá confiança não só do torcedor, mas para ele mesmo. Quando o jogador está sendo criticado jamais vou deixar de lado. Costumo conversar bastante e apoiar. No momento que ele entrou, sempre que entra procura se entregar. Fez um gol bonito. É um jogador da bola aérea defensiva e ofensiva. Foi uma partida muito boa”, avaliou Renato.
Cria do adversário de domingo, a famosa lei do ex prevaleceu no Maracanã, mas o camisa 25 do Vasco preferiu exaltar o Vasco. “O Vasco abriu as portas para mim, foi me buscar no Athletico-PR e tive momentos de alegrias, mas tive momentos de chegar em casa chorando e conversar com a esposa para saber o que fazer. O grupo me abraçou nos momentos ruins. Tenho que exaltar o clube e a torcida, que me vaiou quando dei uns vacilos. Hoje, está me aplaudindo. Tenho que estar focado e com a cabeça boa porque o jogo pode virar. Continuar trabalhando para que tenha mais gols”, destacou Hugo.
O Vasco perdia por 2 a 0 até os 39 minutos do segundo tempo, quando Robert Renan fez o primeiro gol de cabeça. O árbitro Wilton Pereira Sampaio indicou 7 minutos de acréscimos e o Vasco seguiu lutando em busca do empate, diferentemente do Flamengo que sentou na vantagem e ainda tentou fazer cera, parando o jogo em alguns momentos.
“Temos que arriscar em busca do gol. Fomos coroados com o gol. O tempo passa muito rápido”, ressaltou Hugo Moura, que marcou o primeiro gol em 2026, o quarto com a camisa do Vasco em 115 jogos pelo time.
